Flogging Molly no Rio: Um brinde a Irlanda!

Por André Luiz Costa (@RollouRock) – radiocultfm.com

Fotos: Alessandra Tolc

Flogging Molly no Rio – Foto: Alessandra Tolc

Uma grande festa! Foi exatamente este o clima do Teatro Rival na noite desta terça-feira (6/11) durante todo o show da Flogging Molly. Na pista, não faltaram camisas do grupo, peças verdes, trevos, e até mesmo um ou outro fantasiado de irlandês dos pés a cabeça. Do outro lado, uma banda em um dia inspirado se mostrando feliz por estar ali, mesmo com o vocalista Dave King reclamando da cerveja que lhe deram. Mas, cá entre nós, ele tinha razão. Where’s the fuckin’ Guiness?

Infelizmente, por ser um dia de semana, muitos perderam a abertura com os Brothers of Brazil, projeto de Supla com seu irmão, João Suplicy, que foi bem recebido pelos que chegaram cedo. As músicas novas foram bastante aplaudidas, mas o auge mesmo foi quando resgataram o clássico do Tokyo, “Garota de Berlim”. E quando a Flogging Molly já estava tocando, os brothers apareceram por lá pra prestigiar o show junto com o público. Assim que os irmãos saíram de cena e os roadies começaram a trabalhar, todos começaram a cantar “What’s Left of the Flag”, gerando um dos momentos mais bonitos, mesmo antes da atração principal pisar no palco.

Até que, às 21h12, Dave King (vocais , violão e bodhrán), Dennis Casey (guitarra), Matthew

Flogging Molly no Rio – Foto: Alessandra Tolc

Hensley (acordeão), Bridget Regan (violino, flauta e vocais), Nathen Maxwell (baixo), Robert Schmidt (bandolim e banjo) e George Schwindt (bateria e percussão) surgem e fazem um verdadeiro “punk-celtic-folk-irish-rock” com direito a banjo, acordeão, flauta, violão, e claro, baixo, guitarra e bateria. Tudo com um som impecável, onde se podia ouvir todos os instrumentos. Não faltaram rodas, cerveja pro alto, “dancinhas típicas irlandesas” feitas por alguns mais “alterados”, e claro, não faltaram clássicos como “Swagger”, “Whistles the Wind”, “Devil’s Dance Floor” e “The Times They Are A-Changin'” (cover dO Bob Dylan); e sons mais recentes como “Revolution” e “Saints and Sinners”; mas o Rival veio abaixo mesmo com os hinos “Drunken Lullabies”, “Salty Dog” e “Black Friday Rule”. Do setlist foram cortadas “Requiem for a Dying Song” e “A Prayer for Me in Silence”, mas aparentemente ninguém se importou. “Float”, do disco de mesmo nome, foi a escolhida pra encerrar a noite, fazendo a galera voltar pra casa com um sorriso de orelha a orelha.

Flogging Molly no Rio – Foto: Alessandra Tolc

Não podemos falar da apresentação sem destacar também a simpatia de toda a banda. O pessoal que ficou na grade não cansava de ser zoado por Dave King, que dançou, pulou, falou de futebol,  e estampou um sorriso durante quase duas horas. E por falar no Dave, lembra da cerveja ruim no início? Algum tempo depois um fã jogou uma lata de outra marca, os dois brindaram e beberam (foto) como velhos amigos. Outra cena marcante foi a atenção dada a cada uma das pessoas que estavam no gargarejo. Matthew Hensley cumprimentou quase todos um a um, enquanto Nathen Maxwell já estava lá no meio da pista conversando com outro grupo de espectadores. Tem coisas que só acontecem no rock’n’roll.

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2 pensamentos sobre “Flogging Molly no Rio: Um brinde a Irlanda!

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