The Mission: Clássicos com estrelismo

Foto: Rogério Bezerra

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Por Luck Veloso, André Luiz Costa e Rogério Bezerra – Uma fila considerável já se formava às 20h em frente ao Teatro Odisséia, uma das mais tradicionais casas de shows alternativos do Rio de Janeiro, e isso anunciava que a noite prometia, já que o show do The Mission estava marcado para iniciar às 22h. Dentre os presentes, figuras do underground carioca como, entre outros, integrantes de bandas de metal, como Carlinhos da Statik Majik (headbangers também amam!), e os DJs Roger Spy, da Friday in Love, Renata Roxy, Cammy e Filipe Hell, este último a trabalho, pois era um dos responsáveis pela produção do evento. E no meio da galera estava também a ganhadora da promoção da Rádio Cult FM, Viviane Schineider, que chegou cedo para aproveitar tudo.

Com um pequeno atraso, a casa abriu as portas e o público entrou rapidamente para

Foto: Rogério Bezerra

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ocupar os melhores lugares do espaço. Pra esquentar, o respeitado DJ Wagner Fester fez com que a galera se sentisse em casa, como a receber uma excelente entrada para o prato principal. Fester, aliás, fez um set crescente, mesclando grandes nomes da cena underground (nacionais e internacionais), com hits que iam de New Order a Depeche Mode, passando por Cure e Smiths. Mesmo ainda se recuperando da perda do pai recentemente, o cara reuniu forças para não cancelar sua apresentação e ajudar a turma do Reino Unido a se sentir em casa.

A abertura ficou por conta da banda Ocaso, que uniu sucessos nacionais e internacionais dos anos 80, sendo recebida com respeito e admiração pelas pessoas que tinham ido assistir à atração principal.

Com meia hora de atraso, mas sem maiores problemas devido ao competente set de Fester nos intervalos, Craig Adams, Simon Hinkler e Wayne Hussey subiram ao palco para a alegria da turma de preto, incluindo este que vos escreve.

Foto: Rogério Bezerra

Foto: Rogério Bezerra

A abertura com a nova “Black Cat Bone” já era prevista e a partir de então, vieram belíssimas obras em fila como “Beyond The Pale”,  “Serpent Kiss”, “Naked and Savage”e a bonita “The Brightest Light”, que dá nome ao mais recente disco, lançado em 2013 após um intervalo de seis anos sem um inédito. Logo após “Garden of Delight”, vieram as duas músicas que tornaram o The Mission mais conhecidos por aqui: “Severina” e a clássica “Butterfly On A Wheel”.

A noite ainda teria outros presentes como “Hurricane”, “Wasteland” e “Swan Song”. E com um intervalo para o famoso pedido de bis, com um Teatro Odisséia bem cheio, Wayne e cia voltaram para o final apoteótico com “Like a Child Again”, “Deliverance”  e “Tower of Strength”.

A noite foi memorável para os fãs, mas péssima para quem tirou do bolso e trouxe os caras pro Rio. Infelizmente um ataque de estrelismo do grupo por pouco não resultou num desastre durante o bis. Os caras quebraram moves, canhões de luz quase derrubaram as PAs. Um prejuízo desnecessário causado por uma atitude imbecil. Tudo isso após uma produção impecável. Uma pena para os fãs que perderam, porque é bem provável que não voltem mais, já que estão com o nome sujo na praça. Lamentável.

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